Foi assinado, no dia 21 de julho, o acordo Mercosul-Colômbia, que reduzirá a zero as tarifas de exportação para a Colômbia de todos os itens da cadeia têxtil e de confecção, trazendo novas perspectivas para a relação comercial entre os países do bloco econômico.


O acordo de livre comércio promete beneficiar as exportações brasileiras para a Colômbia, que é um dos sete países-alvo no biênio 2017/2019 do Texbrasil – Programa de Internacionalização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira, resultado de uma parceria entre a Abit e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).


A Colômbia sempre ocupou um lugar de destaque nas ações da produtora de índigo e brins Vicunha Têxtil, que desde 2002 participa da Colombiatex com o apoio do Texbrasil e, atualmente, conta com escritório comercial e showroom na cidade de Medellín, para atender mais diretamente os mercados regionais do país. O gerente de exportação da Vicunha, José Otavio de Souza, revela que a perspectiva é de crescimento. “A retirada desse imposto contribuirá para que nossos produtos fiquem mais competitivos e acreditamos que poderemos aumentar nosso market share. Estaremos atentos a outras ações que permitam capitalizar o crescimento de nossa participação nesse mercado de quase 50 milhões de habitantes”, comenta.


Para o gerente de exportação da Döhler, empresa do ramo de cama, mesa, banho e decoração, a Colômbia tem se destacado nos últimos anos pelo seu crescimento econômico, destoando da maioria dos países da América Latina, e agora terá o entrave de ordem tarifária superado. “Pretendemos intensificar nossa atuação com visitas mais frequentes aos distribuidores e clientes, além da participação em eventos locais como feiras e exposições, e outras ações em canais de divulgação para promoção da nossa marca”, afirma Aldo Schneider. Ele conta também que a estimativa de crescimento para este ano é de aproximadamente 50% sobre 2017, mantidas as demais variáveis de mercado, como cambial e política.


Fonte: ExportNews