As soluções oferecidas pela indústria têxtil não chegam ao mercado à toa. Elas são desenvolvidas pensando nos desejos e necessidades do consumidor e na realidade do setor, olhando sempre para o futuro. É assim que surgem produtos inovadores e capazes de transformar o impacto do consumo no meio ambiente, a exemplo do Amni Soul Eco, primeiro fio de poliamida biodegradável do mundo. A novidade foi criada pela Rhodia. "A demanda por sustentabilidade vem crescendo muito. É realmente um produto que atrai muita demanda", conta Renato Boaventura, CEO da unidade global de negócios Fibras do Grupo Solvay, ao qual pertence a Rhodia.

De acordo com ele, a pesquisa e o desenvolvimento do produto ocorreram totalmente no Brasil, levando cerca de quatro anos. O fio Amni Soul Eco, produzido pela Rhodia, é uma microfibra de nylon que agrega todas as qualidades desse material - como maciez, leveza, conforto e transporte eficiente de umidade - à sustentabilidade.

"É uma fibra inteligente. Ela só começa o processo de decomposição quando ela chega no ambiente do aterro sanitário. Ela não perde qualidade durante a vida útil", afirma. "No ambiente de aterro sanitário, enquanto uma poliamida normal leva várias décadas para se decompor, o fio biodegradável leva cerca de três anos", acrescenta.

Solução completa

O CEO destaca que a ideia da biodegradabilidade tem muito a ver com essa fibra desenvolvida pela Rhodia, pois o nylon é muito usado em peças íntimas, moda praia e roupas esportivas que, muitas vezes, são descartadas no fim da sua vida útil, e não doadas. Com isso, afirma, o Amni Soul Eco oferece uma solução sustentável completa, pois, caso ela não seja reciclada, ela se decompõe de forma mais rápida no meio ambiente.

"Para nós, a sustentabilidade é um dos eixos estratégicos na busca de soluções e inovações. Muitas vezes, por mais que a fibra seja reciclável, acaba que ela não é reciclada pelo consumidor final. Então, se ela também for biodegradável, você tem uma solução completa. Foi buscando isso que fizemos o fio Amni Soul Eco", conta. Boaventura ressalta que a inovação atende a uma demanda do mercado, pois o consumidor está buscando mais sustentabilidade, sobretudo em segmentos como o esportivo. "É o futuro. Estamos com o foco estratégico forte em desenvolver a sustentabilidade", diz.

FONTE: Diário do Nordeste