A desvalorização do real abriu espaço para a recuperação do setor têxtil. A previsão da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) é que as vendas para o exterior cresçam 1,5%, chegando a US$ 1,1 bilhão neste ano, em contraste com a queda de 8,2% registrada em 2015. Mesmo se confirmada a perspectiva de alta, o valor será inferior ao US$ 1,18 bilhão alcançado em 2014. Naquele ano, as exportações do setor caíram 6,7%.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) detalhou, no dia 2 de fevereiro as medidas de estímulo à economia que promoverá, num total de R$ 26 bilhões, dentro do pacote anunciado na semana passada após a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. As medidas beneficiam as operações indiretas do banco, com foco principal nas empresas de pequeno porte, bem como no potencial de inovação, nacionalização e eficiência energética e renovável.

Lançado em fevereiro, o programa Bem Mais Simples vai diminuir a burocracia e facilitar o ambiente de negócios no País. Para melhorar a eficiência da gestão pública e a vida do cidadão, o programa apresenta cinco diretrizes: eliminar exigências que se tornaram obsoletas com a evolução tecnológica; unificar o cadastro e a identificação do cidadão; permitir o acesso aos serviços públicos em um só lugar; guardar informações dos cidadãos para consultas; além de resgatar a fé na palavra do cidadão, substituindo documentos por declarações pessoais.

A Receita Federal facilitou os procedimentos para entrega de documentos relativos a processos administrativos dos contribuintes. A Instrução Normativa nº 1.608, publicada em 18 de janeiro, prevê o envio de documentos por meios digitais, eliminando a necessidade de comparecimento a uma unidade de atendimento presencial.

O Sistema FIRJAN decidiu lançar uma ofensiva na Justiça contra o pacote tributário aprovado pelo governo estadual junto ao Legislativo, que entra em vigor em março. Para a Federação, são inconstitucionais as leis que criam a Taxa Única de Serviços Tributários da Receita Estadual, a Taxa de Fiscalização de Petróleo e Gás e a Taxa de Fiscalização de Energia Elétrica, além de alterar partes da alíquota do Fundo Estadual de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (FECP). Mais: o aumento da carga tributária compromete ainda mais a situação das empresas do estado do Rio de Janeiro, num cenário econômico recessivo sem perspectivas de melhoras no curto prazo.